Novembro Cultural Negro

Proposta de programação:

Artes Visuais :
Exposição Compositores e interpretes
Expositor: José de Mello

Exposição de capas de discos, registrando o percurso histórico e cultural do negro no Brasil. Os discos começaram a ter capas ainda na época dos 78 rotações, mas foi só com o surgimento do long play que as gravadoras e os artistas começaram a investir em trabalhos gráficos, produzidos de forma mais requintada. A proposta da exposição é reunir cerca de 60 capas de discos de interpretes e compositores da música brasileira.

Exposição de elementos Africanos: indumentárias, esculturas, pinturas, instrumentos de percussão, etc...
Expositor: Sandro Oliveira (Arole Ifa)

Exposição de fotografias: cultura afro-descendente e remanescentes de quilombos
Expositora: Socorro

Música Operística :
Ópera Pop Negra

O espetáculo relata parte da saga civilizatória do Povo Negro desde África, enfocando a contribuição determinante as cultuas negras e dos seus agentes na construção da identidade nacional brasileira. Com o sentido de valorização e trazer à tona para conhecimento da sociedade, valores humanos negros e explicitar seus valores civilizatórios, a produção do evento teve a grande sensibilidade de buscar para integrar a ópera os meninos e meninas cantores de Angola portadores de deficiência visual por serem atingidos por artefatos de guerra em seu país e que estudam no Instituto Paranaense de Cegos, em Curitiba. A narração do espetáculo é realizada no formato de rap (um dos elementos da cultura Hip Hop). Os cantores de formação musical clássica, interpretam canções em inglês e português que traduzem as estratégias utilizadas em busca da liberdade e como forma de resistência aos processos de subalternização nos tempos e vigência desse crime de lesa humanidade que foi a escravidão nos Estados Unidos e no Brasil.

Música preta popular brasileira:
Banda MUV e convidados:

O MUV faz um som que mistura ritmos brasileiros com vertentes da música negra mundial, trabalhando as bases do soul, funk, jazz, rap e reggae com o samba, baião e outros ritmos variados. Esta fusão de ritmos liga o som do MUV a diferentes gostos musicais diversificando o seu público.
Na metade da década de 60, no Rio de Janeiro, surgiu o movimento da música negra nacional, período em que se destacavam os maestros Dom Salvador e Herlon Chaves. A partir daí, o movimento seguiu com: Cassiano, Tim Maia, Hyldon, Jorge Ben, Lady Zu, Gerson King Combo, Toni Tornado e outros grandes nomes dentro do estilo.
O MUV, visa dar continuidade a este movimento musical e através de suas composições retratar o estilo em suas diversas tendências; seja ele cultural, social, sem apenas se ater à música somente como entretenimento.
Em seu repertório, a banda traz composições próprias e entre outros compositores, tem parcerias com Macau, compositor de “Olhos Coloridos”, música que destacou a cantora Sandra de Sá.
O som do MUV tem como principais influências: Leny Andrade, Marvin Gaye, Bob Marley, Hermeto Pascoal, Azymuth, Elis Regina, James Brown, Gil Scott Heron etc.
Convidados: grupos de Hip- Hop e músicos de jazz, reggae e samba de raiz.

Coral para todas as idades

Coral Sorriso Negro: Coral de jovens afrodescendentes da cidade de Tibagi/PR que interpretam canções consagradas da música brasileira.

Coral Meninos de Angola: Meninos e meninas cantores de Angola portadores de deficiência visual,, residentes em Curitiba, que trazem em seu repertório música popular autoral angolana.

Obs: Atividade diurna para ambos os corais

Teatro:
Adulto: O Cheiro da Feijoada

Com a atriz carioca Iléa Ferraz, cineasta, produtora, cenógrafa e diretora de teatro, que em 2004 foi indicada para o prêmio Shell de Teatro na categoria de Melhor Atriz.
O texto é de Thomas Bakk e fala de movimentos históricos que propuseram mudanças no Brasil e que foram influenciados pela questão da escravidão. Com uma licença poética que lhe confere originalidade, recupera nomes como o de Tiradentes e Zumbi dos Palmares, por exemplo. É um espetáculo de memórias, de reminiscências, de faz de contas. No palco, ao lado de Iléa, está o jovem percursionista Juninho (Rafael Duvale), que tempera a narrativa da história da feijoada com o toque de mais de oitos instrumentos africanos. Com eles, dá ritmo aos sambas, xotes e até a um inusitado funk que ajudam a compor o clima e a narrativa da peça.

Oficinas: e palestras:

Oficina de teatro de bonecos: com o ator, diretor Jorge Vigário

Oficina de cabelos afros: com a atriz e pesquisadora Geisa Costa

Oficina de percussão: com percussionista Márcio Rosa

Oficina de dança afro: com o bailarino Ronald Pinheiro

Palestras:

“O artista afro descendente e a produção cultural no Brasil”
Palestrante: Iléa Ferraz
Mesa: Isidoro Diniz, Kátia Drumond, Ronald Pinheiro, Geisa Costa, Iria Braga, José de Melo e Jorge Vigário.

"Religiões de Matriz Afro-descendente":
Palestrante: Glauco Souza Lobo
Mesa: Sandro Oliveira, Mãe Orminda entre outros.

“O negro na academia”
Palestrante: Drº Nizan Pereira
Mesa: Wanirley Pedroso, Samira Rodriguez, entre outros.

Idealizadores /Proponentes:

Ator, diretor teatral e diretor de produção, Isidoro Diniz construiu sua carreira sob a marca do talento, da dedicação à arte e das experimentações em diversos campos da expressão artística, há 26 anos.
Realizou projetos teatrais para crianças, e adolescentes levando seus espetáculos para diversos espaços culturais e escolas da cidade, entre estes se destacaram: “Os Saltimbancos”, “Pluft, o fantasminha”, “Aristogatas”, “A bela e a fera”, “Quebra-Nozes”, entre outros.
Em 1999, fundou a Cia Nossa Senhora do Teatro Contemporâneo, destinada a linguagem de investigação dramatúrgica, e entre os trabalhos que se destacaram estão: “ O Arquiteto da Assíria”, de Fernando Arrabal; “Desesperando Godot”, de Samuel Beckett, “Melhor parte do homem”, Fernando Bonassi e Newton Moreno e o seu mais recente projeto, “ Fando e Lis”, de Fernando Arrabal, que foi apontado pela crítica como o melhor espetáculo do XIV Festival de Teatro de Curitiba (2006).

Atua dentro do movimento cultural, desde 1988, inicialmente como presidente da APAC – Associação dos Produtores de Artes Cênicas do Paraná, e atualmente exerce a função de vice-presidente do SEPED/PR – Sindicato dos Empresários e Produtores de Espetáculos e Diversões do Paraná. Entre as suas contribuições neste movimento estão: elaboração da “Lei Programa de Fomento ao Teatro no Estado do Paraná”, sancionada em dezembro de 2004, pelo atual governador, elaboração do PAIC – Programa de Apoio e Incentivo Cultural do Município de Curitiba, sancionada em junho de 2006, pelo atual prefeito.

Partindo deste comprometimento como artista e militante participa ativamente das discussões das organizações negras que articulam os projetos em prol da comunidade afro-descendente paranaense para elaboração de políticas públicas de ações afirmativas. Sua experiência nestes encontros reflexivos sobre as questões racial e de direitos humanos, surge uma inquietação artística que o direciona à criação de um projeto experimental no sentido de agregar mais artistas afro descendentes dentro de um mesmo espetáculo.

Em 2005, Isidoro Diniz em parceria com Kátia Drumond idealizam artisticamente a “Ópera Pop Negra”, um espetáculo construindo coletivamente por atores e músicos, todos com vasta experiência, seja no campo das músicas erudita e popular, na dramaturgia e conceitualmente no aspecto da elaboração do conteúdo teórico que permeará o contexto da trama musical e teatral. A dinâmica da ópera é toda comprometida com auto-conceito, a auto-imagem e auto-estima dos afro-descendentes.

A bailarina, atriz e cantora, Kátia Drumond, é formada na Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1983) e é bacharel em Comunicação Social (jornalismo), pela Universidade Federal do Paraná (1988). Atuou na ONG Afirma Comunicação e Pesquisa, (2001 a 2005) como jornalista da Revista Negra Online Afirma.

Como bailarina e atriz, integrou várias companhias independentes de dança e teatro a partir de 1984. Realizou seu primeiro trabalho como cantora em 1990, no espetáculo New York por Will Eisner. Na novela Felicidade, de Manoel Carlos, na Rede Globo de Televisão, foi a cantora a “Betsy” (1991 a 1992). Em 1993, interpretou a dama do jazz “Billie Holliday” no espetáculo A Outra, de Raul Cruz.

Trabalhou em Salvador com Carlinhos Brown, como vocalista e coreógrafa da banda Bolacha Maria, com a qual excursionou pelo nordeste e participou dos programas Som Brasil 94 (Rede Globo) e MTV. Em 1995, foi convidada para integrar a banda Timbalada em uma temporada de 2 meses pela Europa e Japão, participando dos festivais de Montreux, Tübinger, Tournout, Amsterdan e outros. Esteve em uma temporada de 1 ano e meio no Japão, cantando com a banda japonesa do parque temático “Porto Europa”, em Wakayama (1997 e 1998).

Participou de shows de abertura dos artistas: Gilberto Gil, Yossu N’adur, Jimmy Cliff, Gal Costa, João Bosco, Chico Csiense, Carlinhos Brown, Andrew Tosh, Gabriel Pensador, Tribo de Jah, Natiruts e outros.

Foi convidada como solista para o concerto de música popular com a Orquestra Sinfônica do Paraná, onde interpretou a obra “Adiemus – Songs of Sanctuary”, de Karl Jenkins, sob a regência do maestro Alessandro Sangiorgio, em Curitiba (2003).

 
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