Metamorfose Ambulante

"Madame Satã" ou "O manifesto de um vagabundo"

Este projeto não conta somente à história sobre o mundo que viveu ‘Madame Satã’ , estereótipos são deixados de lado para tornar o espetáculo mais humano, especialmente por mostrar a vida familiar e artística de João Francisco.

Apesar da rudeza do submundo em que viveu, "Satã" demonstrava através de pequenos gestos do seu cotidiano, dignidade e ternura. Artista talentoso e excluído, que lutava pelos seus sonhos, pela sua sobrevivência, é assim que João Francisco será retratado.

Esta produção de Metamorfose Ambulante tem como principal objetivo comemorar no ano de 2005, os 26 anos de carreira de Isidoro Diniz.
A exclusão social é o aspecto mais evidente na biografia de Madame Satã, ao longo de sua vida, ele sempre foi excluído por múltiplas razões. João Francisco era um guerreiro que estava sempre se afirmando e nunca se deixou abater.

Personagens contraditórios, e literalmente humanos, fazem parte deste projeto que se passa no Brasil entre os anos 30 e 70.
Os gostos musicais de João Francisco, que adorava Josephine Baker, será o ponto de partida para a construção do texto, que dará evidencia ao artista e não ao "marginal", outra referencia é a formação de uma pujante cultura afro-brasileira que surge no Rio de Janeiro nos anos que se seguiram à abolição dos escravos. Uma cultura de resistência que se consolidou numa sociedade que não encontrava mais utilidade para os seus antigos escravos.

Metamorfose Ambulante é a história de um artista que acreditava na arte, e que por ela lutava.

No elenco, artistas paranaenses como Emilio Pitta, Giovana de Liz, Adriano Butschardt, Regina Vogue e Isidoro Diniz que interpretara João Francisco dos Santos.
 
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