Arte de Amar

O projeto tem como objetivo trazer aos palcos a famosa obra de Ovídio.
Ovídio nasceu em 43 a.C. em Sulmona, e morreu em 17, em Tomi (atual Constanta, Romênia). Estudou em Roma, onde conquistou a sociedade mundana com seus poemas. Consagrou-se com as obras Amores, As Heróides, A Arte de Amar, Os remédios do Amor e As Metamorfoses (lendas da mitologia greco-latina em quinze volumes). No ano 8 foi exilado em Roma por motivos políticos pelo imperador Augusto. Escreveu vários livros onde deixou transparecer a amargura e as dificuldades do exílio. Sua obra atravessou os séculos, sendo recuperada definitivamente na Idade Média, quando passou a servir de paradigma para os grandes poetas latinos.
A Arte de Amar é surpreendente porque seduz por sua simplicidade e inquieta por sua ingenuidade. Pode-se perguntar se é necessário, útil ou conveniente ensinar esta arte, que parece evidente, fazendo parte dessas coisas tão compartilhadas e tão comuns a todos sem que seja preciso ensiná-las. Mas Ovídio não ensina o sentimento, mas a habilidade; não o amor, mas a sedução.
Reconcilia os dois sexos e dá à mulher sua participação e sua iniciativa neste jogo sério e leviano do qual séculos de "civilização" a excluíram. Ovídio é um escritor da felicidade.
A civilização romana foi a propagadora da cultura ocidental. O modo de vida romano assemelha-se muito à realidade atual, por isso justifica-se a montagem de A Arte de Amar.
A estrutura narrativa da obra é praticamente como a de um "manual de instruções do amor".
 
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