Um Amor de Pessoa

Montagem de espetáculo teatral inspirado nos heterônimos do poeta português Fernando Pessoa.
A palavra "heterônimo" parece haver começado a circular após o surgimento de Fernando Pessoa (1888 – 1935), grande poeta português, que, além de usar o próprio nome em diversas produções, fez uso de nomes como Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Bernardo Soares e vários outros. Todos poetas, cada com características bem individuais, tanto nos meios expressivos quanto na substância, chegavam a ter suas biografias curiosamente inventadas por Fernando Pessoa. Nessa diferença de características entre as obras das criaturas e as do criador é que reside a distinção entre o heterônimo e o pseudônimo.

Seu comportamento criativo era exuberante. Criava personagens para seu cotidiano com a realidade que a ficção permitia. Com apenas seis anos criou seu primeiro heterônimo, Chevalier de Pás, que passou a utilizar para escrever cartas dele para ele mesmo. Logo acrescentou outros personagens que interagiam consigo mesmo.
Fernando Pessoa, educado em inglês, adquiriu o gosto pela poesia lendo Milton, Byron, Shelley, Edgar Allan Poe e outros poetas de língua inglesa. No dia 30 de novembro de 1935, morre de cirrose hepática.
Fernando Pessoa nunca teve, em vida, o reconhecimento que merecia. Viveu modestamente, em relativa obscuridade. Em vida, teve apenas dois livros publicados: alguns poemas em inglês e Mensagem.

O Espetáculo

Serão cinco personagens: Fernando Pessoa e seus quatro heterônimos mais conhecidos. O jogo ambivalente entre os heterônimos e o ortônimo (o próprio Pessoa), as ficções, os fingimentos,as díspares visões de mundo, os múltiplos pensamentos e os estilos diversos, farão parte do texto que terá criação coletiva e dramaturgia de Doni Mazonas.
 
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