POCKET OPERA "A SOLTEIRONA E O LADRÃO"
GANHA VERSÃO EM CURITIBA


ESPETÁCULO, COM REFERÊNCIAS À ERA DO RÁDIO, ABRE COMEMORAÇÕES DOS 25 ANOS DE CARREIRA DO ATOR, DIRETOR E PRODUTOR ISIDORO DINIZ.

A Companhia Isidoro Diniz Produções apresenta, de 19 a 27 de julho, no Espaço Teatro Regina Vogue, em Curitiba, a ópera "A Solteirona e o Ladrão". A obra cômica, composta pelo italo-americano Gian Carlo Menotti em 1939, foi a primeira ópera feita para o rádio. Na montagem que estréia em Curitiba, com direção de Isidoro Diniz, o trabalho ganha referências à era do rádio, resgatando os tempos em que este meio de comunicação viveu seus anos dourados.

O cenário, por exemplo, terá como ambientação um antigo estúdio. Nele, os cantores assumirão o papel de um elenco que estará apresentando a peça numa transmissão ao vivo pelo rádio. Um apresentador, que vive um operador técnico de rádio, se encarregará de apresentar cada uma das cenas ao público.

O elenco traz os cantores Débora de Oliveira, Isabel Batista, Fátima Castilho e Pepes do Valle, além do pianista Carlos Assis e do ator Aldice Lopes.

O espetáculo abre as comemorações dos 25 anos de carreira artística do ator e produtor Isidoro Diniz, um dos grandes nomes do teatro paranaense.

"A Solteirona..." leva para o formato pocket opera uma história cômica com apenas um ato e quatorze cenas curtas. São quatro personagens em cena: o mendigo Bob, a solteirona Miss Pinkerton, sua criada Laetitia e Miss Todd. A estética, pouco divulgada no Brasil, mistura elementos da mídia do rádio com aspectos morais da sociedade.

Leve e divertida, a ópera tem um caráter teatral indisfarçável. Trata-se de um trabalho que não atinge somente a platéia lírica, mas também o público menos iniciado. Tem cerca de uma hora de duração.

O elenco revela mais uma vez o talento de cantores profissionais paranaenses que têm destaque internacional.

RESUMO DA ÓPERA

O mendigo Bob chega para virar a vida da solteirona Miss Todd e de sua criada Letitia de pernas pro ar. Carentes da companhia de um homem, as duas mulheres transformam num inferno a vida do pobre homem que queria apenas um pouco de comida. Depois de ter conseguido sua refeição, Bob, vai sendo convencido a ficar mais. Miss Todd e Letitia tentam impedi-lo de ir embora, oferecendo casa, comida e roupa lavada. Miss Todd e a criada chegam até a roubar uma loja de bebidas para satisfazer a sede de Bob, adepto do Gin.

Neste meio tempo, a vizinha, Miss Pinkerton, descobre que um ladrão, com as mesmas características de Bob, fugiu da cadeia. As duas ficam apavoradas, mas como já estão com ele em casa, e gostando da situação, não o delatam. A partir deste enredo, a confusão está criada.

Além de garantir muita diversão, a montagem revela um tema ainda contemporâneo.

A Solteirona e o Ladrão ilustra bem a situação do ser humano neste início de século: sempre com necessidade de alguém, para suprir suas carências, para dividir o seu dia-a-dia, para trocar experiências.

A montagem de obras de pequena escala, como esta pocket opera, também ganha caráter de grito de resistência. Produções de orçamento mais modesto vêm sendo a solução para suprir a falta de montagens oficiais de óperas consideradas de alto porte como Aida, La Bohème, Madame Butterfly, entre outras, tão comuns no início da década de 90.

O AUTOR

Gian Carlo Menotti nasceu em Cadegliano, Itália, em 1911. Formou-se em Milão e se radicou nos Estados Unidos em 1928. Sua obra leva influências do Jazz e do dodecafonismo.

O compositor Menotti ficou famoso compondo obras cômicas curtas, com apenas um ato e com elenco enxuto, adequando a ópera aos novos tempos.

Sempre teve um trabalho marcado pelas temáticas contemporâneas. Em 1947, Menotti repete a sua capacidade no uso da comédia para lançar seu olho crítico sobre o comportamento humano, com "O Telefone". Nesta ópera bufa, em um ato com apenas dois personagens, desta ele ironiza o uso desenfreado do telefone.

Gian Carlo Menotti conseguiu, como poucos compositores, adequar o canto lírico às necessidades e aspirações da sociedade do século XX.

Usando temas mais leves, menos dramáticos e com elencos menores possibilitando suas montagens em um mundo que vivia a recessão do pós-guerra.

A solidão - um dos males da sociedade moderna - foi um tema recorrente no seu trabalho. Vivemos na era da globalização, marcada por aparelhos eletrônicos de última geração, telefonia móvel, Internet, entre outros avanços. O homem está diariamente em contato direto com o mundo inteiro. Só que este mesmo homem, inserido neste contexto globalizado, ainda sente-se solitário. A frente do seu tempo, Menotti já falava sobre isso nas décadas de 30 e 40.

O ELENCO

DEBORA OLIVEIRA - soprano

A soprano Déborah Oliveira sempre participou dos movimentos corais em Londrina (PR), cidade onde nasceu. E foi em um desses movimentos que teve a oportunidade de conhecer a grande soprano Niza Tank, com quem realizou todo seu trabalho de formação como cantora lírica e de quem recebeu grande incentivo no desenvolvimento de sua carreira.

Como soprano dramático vem então se destacando nas interpretações das heroínas de Verdi, Puccini, Carlos Gomes e Wagner.

Atualmente aperfeiçoa-se na interpretação dessas personagens com o Maestro Bruno Roccella.

Tendo sua atenção direcionada também para a música de câmara, atua juntamente com o violoncelista Antonio Lauro Del Claro, em recitais por diversos dos mais importantes centros culturais do país.

Desenvolve também atividades didático-pedagógicas direcionadas a criação, formação desenvolvimento e orientação vocal de diversos corais tendo sido orientadora do Coral Sinfônico do Paraná, do Teatro Guaíra.

Foi finalista do XIV Concurso Internacional de Canto Lírico do Rio de Janeiro e 3o Lugar do Concurso Nacional de Canto Lírico Carmen Gomes em 88, também no Rio de Janeiro.

Participou das gravações em vídeo das óperas Cavaleria Rusticana e Tosca para o Museu da Imagem e do Som do Paraná e do disco do 10º Festival de Música de Londrina.

Gravou recentemente o CD En Secret, com direção musical de Antonio Del Claro e a participação de importantes instrumentistas paranaenses.

Atuou sob a regência dos maestros: Alceo Bocchino, Aylton Escobar, Benito Juarez, Francesco La Veccia (Itália), George Wibb (Canadá), Oswaldo Colarusso, Roberto Duarte, Eleazar de Carvalho e Luiz Fernando Malheiro; com as orquestras: Sinfônica do Paraná, Firestone do Festival de Música de Londrina, Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina, Sinfônica do Estado de São Paulo, Sinfônica de Campinas, do Festival Internacional de Poços de Caldas, Filarmônica do Amazonas; nos teatros: Ouro Verde (Londrina - PR), Guaíra (Curitiba - PR), Castro Alves (Salvador - BA), Nacional (Brasília - DF), Sala Cecília Meirelles (Rio de Janeiro - RJ ), Centro de Convivência (Campinas - SP), Memorial da América Latina (São Paulo - SP), Da Paz ( Belém - PA), Amazonas( Manaus - AM)

Desde 97 vem desenvolvendo trabalho didático-pedagógico nos E.U.A., na Universidade do Missouri em Columbia, onde se apresenta também como recitalista, procurando divulgar as obras dos grandes compositores brasileiros.

FATIMA CASTILHO - mezzo soprano

Natural de Angra dos Reis- RJ, onde iniciou seus estudos de canto com o professor Gerard Galloway.

Residindo em Curitiba-PR, graduou-se em canto, na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em 1993.

Integrante da Camerata Antiqua de Curitiba, regida pelo maestro Roberto de Regina e por maestros convidados como: Geoffrey Mitchell, Paulo Torres, José Penalva, Mônica Vasquez, Cristina Banegas, Christian Höppher, Graham Griffiths, Abel Rocha, Ricardo Kanji, Flavio Florence.

Participa dos grupos: Quarteto Angra, Conjunto Carmina e Canto Colonial de Curitiba. Apresenta-se em recitais com a pianista Carmem Célia Fregoneze.

Com a Orquestra Sinfônica do Paraná, na regência dos maestros: Alceo Bochino, Osvaldo Colarusso, Emanuel Martinez e Roberto Duarte, participou como solista das obras: "Missa da Coroação" e "Missa em Si Menor" ( W.A Mozart), "Liverpool Oratório" (Paul McCartney). As montagens das óperas: "Carmen" (Bizet), "Rigolleto" (Verdi), "Colombo" (Carlos Gomes) e junto ao Ballet Teatro Guaíra, as "Cinco Canções de Mahler".

Participou de vários Encontros e Festivais de Música: Oficina de Música de Curitiba, Festival de Inverno de Campos do Jordão, Encontro de Música Antiga de Curitiba, Festival de Música Antiga de Juiz de Fora. No Festival de Artes de Itu-SP, participou da ópera "Porgy and Bess" (Gershwin),com cantores norte-americanos e regência de Dante Anzolini.

Aperfeiçoa seu estudo de canto com a professora Neyde Thomas.

Em 2001, recebeu a homenagem da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, pelos relevantes serviços prestados a Comunidade Afro-Brasileira e Paranaense.

ISABEL BATISTA - soprano

Com mestrado em canto lírico (voice performance) pela Universidade de Nova York, Isabel Batista é uma das mais atuantes e elogiadas artístas líricas. Entre os prêmios que recebeu está o Lalita Salazar Vocal Competition, na Filadélfia (EUA), em 1995. Tem experiência em palcos teatrais, já tendo contracenado com atrizes como Marília Pera.

No campo lírico, atuou em diversas óperas, incluindo uma montagem de A Solteirona e o Ladrão.

Óperas:

Die Zauberflöte, de W.A.Mozart como Primeira Dama - Teatro São Pedro, São Paulo, novembro 2001
Regência: Fábio de Oliveira; Direção: Elvira Gentil

La Bohème, de Giacomo Puccini
como Mimi - Teatro São Pedro, São Paulo, setembro 2000
Direção: Teatro Lírico de Equipe

L'Enfant Prodigue, de Claude Debussy
como Lia - Igreja Nossa Senhora do Brasil, maio 2000
Direção: Teatro Lírico de Equipe

Zanetto, de Pietro Mascagni
como Silvia - Teatro São Pedro, São Paulo, abril 2000
Direção: Teatro Lírico de Equipe

Ópera do Fim do Mundo, adaptação de O Grande Macabro, de Gyorgy Ligeti
como Amanda - Projeto Pocket-Opera, SESC Ipiranga, São Paulo, fevereiro
2000 - Direção: Solange Farkas

A Solteirona e o Ladrão, de Gian-Carlo Menotti
como Laetitia - Projeto Pocket-Opera, SESC Ipiranga, São Paulo, junho 1999
Direção: João Malatian

Ópera / como Assistente de Direção Cênica:

La Bohème, de Giacomo Puccini
Regência: Jamil Maluf; Direção: Jorge Takla
agosto 1998, Teatro Alfa-Real
novembro 1998, Teatro Municipal de São Paulo
Don Giovanni, de W.A.Mozart
Regência: Jamil Maluf; Direção: Aidan Lang
setembro 1999, Teatro Alfa
novembro 1999, Teatro Municipal de São Paulo
Cavalleria Rusticana & Pagliacci, de P. Mascagni e Leoncavallo
Regência: Jamil Maluf; Direção: Aidan Lang
outubro 2000, Teatro Alfa

PEPES DO VALLE - baixo

A voz clara e de timbre penetrante do baixo Pepes do Valle tem sido uma das presenças mais aclamadas nas temporadas dos principais teatros brasileiros.

Sua grande musicalidade aliada a um timbre de cena afinadíssimo fez com que deixasse uma marca inconfundível em papéis como o do Don Magnífico, em La Cenerentola, de Rossini (Curitiba- Fund. Teatro Guaíra); além de destaques como Coline em La Bohème, de Puccini e Leporello em Don Giovanni, de Mozart, no Teatro Alfa.

Sua ampla extensão vocal lhe permite interpretar papéis de barítono que exploram a região grave e de centro de voz, atingindo notas excessivamente agudas para um baixo característico.

Em 2000 foi um dos grandes destaques do IV Festival Amazonas de Ópera, participando das montagens de Il Guarany, de Carlos Gomes, como Don Antonio.

Le nozze de Figaro, de Mozart, como Bartolo, e da apresentação em concerto de Eugene Onegin, de Tchaikovsky, no papel do Principe Gremim.

A voz de Pepes do Valle recebeu excelentes críticas pela participação na Missa e Credo a Oito Vozes, de João de Deus de Castro Lobo, em concerto com a Orquestra Sinfônica do estado de São Paulo.

Seu debut internacional realizou-se com o papel de Don Antonio(Il Guarany) no teatro São Carlos de Lisboa.

Natural de Curitiba onde iniciou seus estudos. Teve como professores de canto; Neyde Thomas e Rio Novello. Vem desenvolvendo sua carreira lírica em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e sua cidade natal.

Integram seu repertório operístico partes de baixo em obras como La Cenerentola, de Rossini. Un Ballo en Maschera, Otello, Ainda, Rigoletto de Verdi. Carmem de Bizet. Colombo de Carlos Gomes. Tosca e La Bohème de Puccini, entre outras.

Em 1999 participou das temporadas de Madame Butterfly e Don Giovanni no Tetro Alfa e Theatro Municipal de São Paulo. Em 2000 foi um grande destaque apresentando temporadas de Il Guarany e Le Nozze de Fígaro no Festival de Óperas de Manaus.

Em 2002 juntamente com Luciana Bueno, Isabel Batista e Paulo Szot trabalha sob direção de Cesar Almeida em UMA NOITE NA BROADWAY. Um sucesso de público curitibano.

Logo após participa da montagem da ópera Siegfried de Wagner no Festival de Óperas de Manaus.


CARLOS ASSIS - piano

Pianista, compositor, arranjador, regente, camerista e pianista co-repetidor. Estudou piano com as professoras Henriqueta Duarte, Maria Leonor Mello e Olga Kioun e freqüentou masterclasses com os professores Homero de Magalhães, Luís Carlos de Moura Castro, Fernando Lopes e Anna Yarovaia. Formou-se pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, na classe do professor Sérgio André, onde possui, atualmente, intensa atividade pedagógica, lecionando, desde 1991, Biologia Aplicada á Música, Leitura à Primeira Vista, Harmonia, Acompanhamento e Piano, sendo ainda regente do Coral Jovem da EMBAP.

Foi, durante vários anos, chefe do Departamento de Práticas Coletivas e coordenador geral do Programa de Extensão/Formação Musical. Possui especialização em Educação Fundamentada na Arte e em Música de Câmera. Integrou o corpo docente de diversos Festivais e Oficinas de Música (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, entre outros) e participou da montagem de diversas óperas , no Brasil e no exterior, trabalhando com importantes regentes e cenógrafos (Roberto Duarte, David Machado, Alceo Bocchino, Miguel Gilardi, Marcelo Marchioro, Maurice Vaneau, Sérgio Brito e Osvaldo Loureiro)

Em 1998, classificou-se em 2º lugar no I Prêmio de Composição Guerra Peixe, da Escola de Música Villa-Lobos, no Rio de janeiro. Em 1999 foi regente da Camerata Suzuki, no concerto comemorativo aos 25 anos da Associação para a Educação do Talento Musical de curitiba. Em abril de 2000 solou, frente à Orquestra Sinfônica da Universidade de Londrina, a Fantasia Coral de Beethoven, nas comemorações do Centenário de Jacarezinho, PR, sua cidade natal. Apresentou-se no Uruguai, Paraguai, Argentina e República Tcheca. Atua também como médico, tendo se formado pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, em 1988, especializando-se em Homeopatia, Acupuntura e Ginástica Terapêutica Chinesa (Tai Chi Chuan).


Serviço

"A Solteirona e o Ladrão", ópera cômica com a Companhia Isidoro Diniz Produções.

Apresentações de 19 a 22 (segunda a quinta) e de 24 a 27 de julho (sábado a terça).

Horário: às 20 horas
Espaço Teatro Regina Vogue
Av. Sete de Setembro, 2775 - piso 2
(41) 2101-8292

Ingressos a R$ 10
 
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